11.02.11

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Faco hoje 3 anos de Londres.

Aqui cheguei ha 3 anos, num dia menos solarengo que o de hoje, com o coracao apertado mas cheio de esperanca. Nao foram 3 anos faceis, nem tao-pouco repletos de felicidade e alegrias. Tive algumas pelo caminho, mas esse caminho foi feito sobretudo de dificuldades, dissabores e demasiadas saudades. Deixei muitas pessoas para tras, muitos sitios que adoro, muito de mim ainda vive em Portugal.

Mas a vida em Londres nao se fez apenas de dias cinzentos. Muitas pessoas novas entraram na minha vida, aprendi que o caminho tem mais curvas do que gostaria e que alguns sonhos deixam de ter lugar quando o nosso lugar no mundo muda. Aprendi que o amor pode ser suave, tranquilo e poliglota. sobretudo, cresci.

Em tres anos, a minha vida mudou completamente e, apesar dos primeiros tempos terem sido libertadores, nao voltaria a esses tempos. Em comum com essa altura, tenho apenas duas coisas: a falta de um plano sobre quanto tempo ficarei aqui e a certeza de que um dia vou voltar.

Today I celebrate three years living in London.

I came here 3 years ago, in a less sunny day than today, with a squeezed tiny heart full of hope. These weren’t three easy years, nor were they fulfilled with happiness and joy at all times. I’ve had a few joys along the way but this path was mainly made of difficulties and worries and homesickness. I’ve left behind lots of people and many places that I love and a great part of me still lives in Portugal .

But life in London has also seen brighter days. Lots of new people came into my life, I’ve learned that the paths we cross are more curvy than one would like to and that some dreams may no longer have a place in our lives when our place in the world changes . I have learned that love can be smooth, quiet and polyglot. Mainly, I grew up.

In three years , my life has changed completely, and despite the early days were filled with a truly liberator feeling, I wouldn’t go back there. In common with those days I have only two things: the lack of a plan on how long I will stay here and the certainty that one day I will return.

 

Illustration by Nick Patchitt.

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4 thoughts on “11.02.11

  1. Junta-se mais uma portuguesa abord e que também vive em Londres. O tempo passa tão rápido não é? Este ano vai fazer 2 anos que deixei Portugal, o meu, o meu irmão e mais uma data de pessoas das quais eu gosto muito. Não é fácil deixar-mos a nossa zona de conforto, a nossa rotina, mas sem dúvida que tem sido uma experiência e pêras! Como tu disseste não é fácil, mas os momentos bons também existem. Com perseverança vamos lá 🙂 Espero que tudo te corra pelo melhor, quem sabe um dia ainda nos cruzamos em qualquer lugar. Um grande beijinho xx

    • Ola Patricia, bem-vinda! E muito bom ir sabendo que ha mais portugueses fora de portas como eu 🙂 Espero que tudo te corra bem tambem e sim, talvez nos cruzemos por aqui um dia. Beijinhos xx

  2. Eu também sou uma portuguesa abroad. Saí de Portugal à quase 11 anos. No dia em que cheguei a Londres seria apenas por dois meses. Fiquei em Inglaterra 6 anos e em Hong Kong 4. No primeiro destino aprendi muito. Cresci muito e também eu não fazia ideia do que me esperava. Mas sabia que Portugal seria pouco provável, pelo menos por agora. Quanto ao segundo destino uma experiência inesquecível. Foi muito duro e ao mesmo tempo o sítio onde me (re)encontrei. Vale a pena sair da nossa “comfort zone” e arriscar sem dúvida. É essencial sonhar e não ter muitas certezas e planos. E deixar que os ventos nos levem a portos diferentes. Mas nunca esquecendo quem somos, de onde viemos e de que massa somos feitos. E Portugal, e todos os que conhecemos lá e visitamos, são o sangue que nos percorre nas veias. Espero que esteja tudo bem e que estejas feliz.

    • Obrigada pelo comentario tao simpatico Ana! Nao podia concordar mais, sair da zona de conforto e essencial para crescer e para apr(e)ender a vida de outras perspectivas. Mas custa. No essencial, acho que, como dizes, nao podemos esquecer quem somos, de onde viemos e de que massa somos feitos! Sem isso estariamos apenas a deambular… Quanto a felicidade, tem dias. Ainda estou a aprender a lidar com o cinzento quase constante. Obriga pelas palavras!

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